domingo, 21 de agosto de 2011

Vídeo: Guarda-redes imbatível!

Um grupo de jovens decidiu criar um robô guarda-redes que é mesmo imbatível. Não entra nada na baliza quando este robô é "titular"!  A partir de um avançado sistema em ligação com a bola, a máquina prevê, numa questão de milésimos de segundo, a trajetória da mesma e trata de se colocar em posição de evitar o golo.

 Fonte: Ptjornal.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Notícia: Jovem recebe uma mão robótica da Mercedes




Em parceria com a empresa Touch Bionics, a Mercedes doou uma moderna prótese de uma mão ao jovem Matthew James, de 14 anos. Ele nasceu sem a mão esquerda e, após uma visita de Ross Brawn – chefe da Mercedes – à sua escola, o jovem decidiu escrever uma carta pedindo que o ajudasse.
Brawn, emocionado, entrou em contacto com a Touch Bionics, que entregou a prótese de presente ao jovem.
Segundo Matthew, a mão robótica é muito mais moderna que sua antiga prótese, afirmando que “com esta eu posso fazer tudo, é exactamente como se fosse real. Vai fazer uma diferença tão grande na minha vida".

Fonte: band.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

Notícia: Chico Mendes, um futuro para o Brasil!

O Robô Ambiental Híbrido Chico Mendes, criado pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), em 2005, já é considerado uma das melhores criações do laboratório de robótica do centro, e uma nova versão dele está a ser desenvolvida. Actualmente, o robô operado por controlo remoto faz a monitorização da região onde está a ser construído um gasoduto na Amazónia, e entre suas habilidades está a capacidade de detectar a presença de larvas do mosquito da malária.
O robô actual tem quatro rodas e pode se movimentar na água, na terra ou em pântanos. Agora, os investigadores estão a desenvolver uma versão que possa ser operada por uma pessoa em seu interior. O Laboratório de Robótica do Cenpes está a preparar projectos para exploração de petróleo em águas profundas e ultra profundas.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Notícia: JediBot, um robô de uma galáxia longinqua!

Alunos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criam um robô capaz de movimentar um sabre e lutar contra humanos, porém, os movimentos não são ainda super rápidos – um a cada dois segundos – sendo pré-programados para responder de acordo com seu adversário.
Para funcionar, o robô precisa de localizar a mão humana e saber qual estratégia usar para sua próxima acção em tempo real.

O JediBot, nome dado ao robô em homenagem aos Jedis de Star Wars, foi desenvolvido num curso de Robótica Experimental na mesma Universidade. Neste curso, os alunos usavam uma plataforma pré-fabricada para testar os seus conhecimentos matemáticos e de programação para criarem algo inovador.

O robô integra um sensor de movimentos Kinect, da Microsoft e ainda um detector de cores que pode localizar objectos em 3D. Para facilitar, a espada humana é isolada, uma vez que é pintada de um tom específico de verde que não se confunde com o plano de fundo.

Fonte: Info Online (info.abril.com.br)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

História da Robótica: O Século XX - parte II

Na 2a metade do Século XX, a robótica começa a desenvolver-se ao nível industrial, sendo que foi nesta altura que se verificou uma grande robotização das indústrias e grandes empresas.

Unimate:
O Unimate foi o primeiro robô industrial a ser criado, mantendo funções nas linhas de produção da General Motors em 1961. Foi criado por George Devol em 1950 e foi inicialmente usado para fins comerciais. O Unimate tinha como função levantar peças de metal quentes de uma máquina de fundição e embalá-las, uma tarefa que, naquela altura, era executada por trabalhadores e era bastante perigosa. O Unimate veio assim servir de modelo a muitos robôs industriais do presente.


Palletizer:
O Palletizer é um robô que permite, de modo automático, o empilhamento de produtos em paletes. Actualmente existe uma grande diversidade deste tipo de robô podendo ser um simples braço robótico ou até mesmo ser um robô que ocupe meio armazém.
Este robô foi desenvolvido no final dos anos 50 por Fuji Yusoki Kogyo e introduzido na indústria em 1963, no entanto, só a partir de 1980 é que sofreu uma maior expansão a nível industrial com a introdução de um braço robótico que agarrava o produto e transportava-o para o local de empilhamento onde a palete era criada.

FAMULUS:
A KUKA Robotics é uma empresa Alemã de produção de robôs industriais, fundada em 1898 por Johan Josef Keller e Jacob Knappich. Em 1973, a empresa cria o FAMULUS, o primeiro robô industrial do mundo com 6 eixos controlados electromecanicamente. O robô podia levantar cargas com peso compreendido entre os 3 e os 580 Kg. Actualmente, a empresa já instalou mais de 80.000 robôs por todo o mundo e tornou-se a maior empresa a nível mundial na produção e venda de robôs.


PUMA:
O PUMA (Programmable Universal Machine for Assembly) foi  desenvolvido em 1975 pelo americano Victor Sheinman. Este robô deu lugar a um modelo simples e com grande potencial para a construção de robôs industriais. O PUMA além de utilizado em complexos industriais, é também utilizado em institutos de ensino universitário e profissional de robótica devido à sua facilidade de operar e programar. Actualmente, o primeiro PUMA encontra-se no Smithsonian juntamente com o robô Unimate.

terça-feira, 21 de junho de 2011

História da Robótica: O Século XX - parte I

Foi no século XX onde houve uma das maiores evoluções na área da robótica, especialmente na robótica industrial. Este século também é marcado pelo aparecimento da palavra "robot", que vem a ser uma das bases que vais distinguir a robótica da engenharia.


Karel Čapek
Karel Čapek nasceu a 9 de Janeiro de 1890 em Malé Svatoňovice, e vem a morrer a 25 de Dezembro de 1938. Foi o escritor checo e um dos que mais influenciou a literatura no século XX. De entre as suas obras destaca-se a peça teatral Rossum's Universal Robots, escrita em 1921. É nesta peça que aparece, pela primeira vez, a palavra Robot, que provém de “robota”, que, na sua língua e em outras línguas eslavas, pode significar trabalho exercido de forma automática.



Elektro
Elektro era a alcunha de um robô construído pela Westinghouse Electric Corporation entre 1937 e 1938. Com cerca de 2,15 metros e com 120 kg, este robô de aparência humana podia movimentar-se através de comando de voz, podia dizer cerca de 700 palavras (através de um gravador), fumar cigarros, rebentar balões e movimentar o pescoço e braços. O robô possuía ainda uns “olhos mecânicos” que podiam distinguir as luzes verde e vermelha.
Este robô esteve presente na Feira Mundial de Nova Iorque em 1939 e em 1940 com um novo robô, o Sparko. Sparko era um robô com a forma de um cão e podia ladrar, sentar-se e pedir alimento.
Em 1960, o Elektro foi desmontado e a sua cabeça foi dada a um engenheiro da empresa Westinghouse Electric e o resto do corpo foi vendido para sucata. Actualmente, o corpo do Elektro foi removido do monte de sucata em que se encontrava estando a ser restaurado por Jack Weeks. É propriedade do Mansfield Memorial Museum.

Elsie & Elmer
Em 1938 e 1939, William Grey Walter construiu dois robôs de três rodas que ficaram conhecidos como tartarugas devido à sua forma. Estes pequenos veículos possuíam um sensor de luz e de toque, um motor de propulsão, um controlador de direcção e um micro computador. Apesar de relativamente simples a nível de engenharia, estes dois robôs possuíam comportamentos complexos, podendo explorar o ambiente que os rodeava conforme as condições de luz presentes. William Walter chamou à sua criação de Machina Specularix mas, mais tarde, alterou o nome dos robôs para Elmer e Elsie. Estes robôs foram pioneiros para época pois, ao contrário dos robôs anteriores a estes, a Elsie e o Elmer não possuíam comportamentos fixos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fim de um ciclo, começo de outro!

Como todos sabem, as aulas já acabaram e Área de Projecto é uma disciplina que, a partir do próximo ano lectivo, vai desaparecer. Como todos os outros grupos de Área de Projecto, realizamos a nossa apresentação e a conclusão dos nossos produtos finais. No entanto, ao longo deste ano lectivo, descobrimos que as informações sobre a área da robótica, escritas na língua portuguesa, são bastante poucas, encontrando-se apenas pequenas quantidades de informação, da qual a maioria está em português do Brasil. Portanto, o nosso blog, o ESAbot, não será um mero produto final que apresentamos à nossa turma, o ESAbot vai continuar "vivo", mesmo que não obtenha muitas visitas, para dar a conhecer, a todos aqueles que o encontrarem, informações, vídeos e notícias sobre a robótica e ainda como um marco da disciplina de Área de Projecto no ensino secundário!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

História da Robótica: A revolução industrial

A evolução na robótica intensificou-se na Revolução Industrial com a criação de animais mecânicos e os primeiros robôs controlados por ondas de rádio. Nesta fase da história destacam-se Jaques de Vaucanson e Nikola Tesla.
Jacques de Vaucanson nasceu a 24 de Fevereiro de 1709 em Grenoble, França e faleceu em 1782, em Paris.
Nos inícios de 1738, Jacques de Vauanson apresenta o seu primeiro autómato, “O tocador de flauta”, na Academie des Sciences. Um ano mais tarde completa mais outros dois autómatos, “O tocador de tamborim” e “O pato”, o autómato mais conhecido de Jacques. Este autómato conseguia andar, movimentar as asas, comer, digerir grão e dejectar. No entanto, estas funções não eram realizadas num acto seguido como a digestão. A comida era colocada num pequeno recipiente no interior que era “digerida”. Num segundo recipiente eram colocadas as fezes que, acabando o primeiro processo, activava este último, fazendo com que o pato excreta-se.
O autómato original perdeu-se, existindo actualmente uma única réplica criada por Frédéric Vidoni.



Nikola Tesla, nasceu a 10 de Julho de 1856 na vila Smiljan, na actual Croácia e vem a morrer a 7 de Janeiro de 1943 em Nova Iorque. Em 1891 adopta a nacionalidade americana. Nikola Tesla distinguiu-se como um inventor nos campos da engenharia mecânica, da electrotécnica e electromagnetismo, sendo considerado um dos precursores da idade moderna e mesmo aclamado como “um homem que espalhou a luz à face da Terra”. Dos seus maiores trabalhos distinguem-se diversos trabalhos com transmissão de rádio e electricidade, nomeadamente grandes inovações na corrente alterna que levaram à substituição da corrente contínua. Nikola Tesla ficou ainda conhecido por ter produzido o primeiro raio artificial e pelas suas invenções “futuristas” para a época, o que o levaram a ser considerado como um cientista louco.
Na área da robótica, Tesla apresenta, em 1898, o primeiro robô telecomandado, o teleautomaton, ao exército norte-americano. O teleautomaton era um barco telecomandado que era controlado por ondas de rádio. No entanto, o exército recusou a ideia. Nikola Tesla continuou a desenvolver a tecnologia do controlo remoto mas não lhe foi atribuída muita importância. Só após o fim da primeira Guerra Mundial é que foi atribuída mais importância a esta tecnologia pela parte das forças armadas de muitos países que a incorporaram nos seus sistemas de defesa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

História da Robótica: Do século XII ao Renascimento

No século XII e XIII, a robótica sofreu uma nova evolução. No século XII, Abū al-'Iz Ibn Ismā'īl ibn al-Razāz al-Jazarī, destacou-se enormemente nesta área. Engenheiro, académico, artista, artesão, matemático, astrónomo e ainda o inventor dos primeiros robôs automatizados e com forma humana. Viveu na Mesopotâmia, na região de Al-Jazira, durante a Idade de Ouro da civilização Islâmica. Ficou conhecido por ter escrito o Kitáb fí ma'rifat al-hiyal al-handasiyya (Livro do Conhecimento do Engenho de Dispositivos Mecânicos) em 1206, onde descreveu cinquenta mecanismos bem como as instruções para os construir.As obras mais importantes de Al-Jazari estão, maioritariamente, relacionadas com mecanismos que utilizam a água. A sua obra mais marcante foi o Relógio do Elefante, um enorme relógio de água que, além de bastante preciso, foi o primeiro relógio que incorporava máquinas autónomas que realizavam uma determinada acção com o passar do tempo.

Durante o Renascimento, a personalidade que mais se distingue nesta área vai ser Leonardo Da Vinci. Leonardo da Vinci aplicou muito dos seus estudos de engenharia ao exército, criando diversos mecanismos de uso militar. Das suas principais invenções destacam-se os seus vários esboços de canhões, metralhadoras, carros de combate, pontes móveis, torres de assalto e barcos, assim como o esquema de um submarino e bombardas.
Actualmente foram descobertos documentos sobre um cavaleiro mecânico projectado por Leonardo Da Vinci. Era, ao que se pensa, capaz de mover a cabeça e braços, levantar-se e sentar-se, abrir e fechar o maxilar da armadura, emitir sons, etc. Teria pelo menos dois sistemas de juntas diferentes: pernas com três graus de liberdade (joelhos, tornozelo e anca) e braços com 4 graus de liberdade (ombro, cotovelo, pulso e mãos). A fonte de energia seria hidráulica, recorrendo a canais que passariam por debaixo da armadura do cavaleiro. Outra hipótese para a sua fonte de energia seria usar molas e/ou contrapesos. Este projecto seria o corolário lógico dos seus estudos de anatomia e mecânica.
Outra obra da mecânica e robótica de Da Vinci foi o Leão Robô. Criado em 1515 na cidade de Lyon para celebrar uma nova aliança entre Florença e a França, e de acordo com testemunhas oculares, o leão mecânico podia andar e com um mecanismo automático que abria o peito do leão exibindo uma flor-de-lis (símbolo da cidade de Florença e da Coroa Francesa) quando este era chicoteado. Da Vinci não deixou nenhum projecto ou esboço do leão, No entanto, deixou desenhos detalhados de mecanismos que davam ideia de como este funcionava.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

História da Robótica: Primeiros Séculos Antes de Cristo

Utilizamos o conceito de robótica na actualidade como um sinónimo de tecnologia e futuro. No entanto, esta área já existe desde os primeiros séculos antes de Cristo. Vamos de seguida referir três das maiores personalidades desta área, nos primeiros séculos antes de Cristo:

Cetsíbio:
Ctesíbio viveu entre 285-222 a.C. Foi um importante matemático e o primeiro engenheiro grego na história residente em Alexandria. Cetsíbio é um dos prováveis fundadores da Escola de Matemática e Engenharia de Alexandria, uma das escolas mais importantes na Antiguidade. Cetsíbio construiu diversas invenções destacando-se o órgão hidráulico e a Clepsydra, um relógio de água muito mais preciso que qualquer outro até à data. Há referências a outras invenções deste engenheiro em obras de diversos autores da sua época e dos séculos seguintes.
 
Philo de Bizantium:
Philo de Bizantium, viveu entre 280-220 a.C. Destaca-se por ser autor de um largo trabalho, o Mechanike syntaxis (Compêndio de Mecânicas), contendo uma larga informação sobre construção, matemáticas, mecânicas, entre as quais aplicações militares.  Philo desenvolveu um diverso número de engenhos como o primeiro moinho de água, a primeira besta semi-automática, a primeira máquina de lavagem de mãos automática e ainda do gimbal. Na área da matemática, resolveu o problema da duplicação do cubo.

Heron de Alezandria:
Heron de Alexandria viveu entre 10 e 70 D.C na Grécia Antiga. Mais tarde mudou-se para Alexandria onde veio a exercer diversas funções na área da matemática e engenharia, trabalhando activamente na cidade. É considerado um dos maiores inventores da Antiguidade. Inventou o primeiro engenho movido a vapor (a Eolípila), a primeira máquina automática de venda de bebidas, um órgão que funcionava com a força do vento, melhorou o mecanismo para apagar incêndios existente e inventou a seringa.

Na matemática distinguiu-se por descobrir o processo de descobrir a área do triângulo através do comprimento dos lados do mesmo e ainda por ter sido o primeiro a observar o número imaginário.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vídeo: Japanese Robot of the Year 2007

Apesar de ser do ano 2007, o vídeo mostra alguns robôs que, ainda nos dias de hoje, fascinam muitos pelas funções que realizam. São robôs bastante avançados e que nos dias de hoje sofreram evolução, aperfeiçoando as suas funções.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Notícia: Cirurgia robótica é eficaz para remover cancro da garganta de difícil acesso


Cirurgiões da Mayo Clinic, nos EUA, descobriram que a cirurgia robótica pode ser a nova opção de tratamento para o cancro da garganta de difícil acesso, avança o portal ISaúde.
O tratamento cirúrgico, já utilizado para tratar cancro de cabeça e pescoço, permitiu que doentes com tumores na garganta evitassem outros tratamentos com quimioterapia ou radioterapia e continuassem a comer e a falar normalmente.
O estudo sobre a cirurgia robótica transoral (TORS) seguiu nove doentes por até três anos após a remoção do carcinoma espinocelular supraglótico, que afecta a área da laringe acima das cordas vocais.
A maioria dos doentes tinha a doença em estágio avançado. Resultados mostraram que TORS efectivamente remove o cancro de forma menos invasiva e é mais fácil de ser realizado do que a abordagem de microcirurgia transoral à laser através de um laringoscópio. Os doentes também foram submetidos a remoção cirúrgica de linfonodos cervicais adjacentes na mesma operação.
" Ficamos satisfeitos com os resultados sobre o cancro", disse o investigador Kerry Olsen. "Também descobrimos que os pacientes tiveram problemas mínimos após a cirurgia, na maioria dos casos
retomando alimentação, deglutição e fala normais".

Como funciona

Com TORS, os braços robóticos que entram pela boca incluem uma câmara fina, um braço com um bisturi ou laser e um braço com uma ferramenta de aperto para recolher e apreender tecido.O cirurgião senta-se numa consola, controlando os instrumentos e visualizando o campo cirúrgico tridimensional em uma tela.
"A câmara aumenta a visibilidade", observou Olsen. "Também ganhamos a capacidade de manobrar e ver as ‘ esquinas’ em espaços apertados e acreditamos que vamos ser capaz de remover mais tumores na garganta do que com as abordagens tradicionais do passado".
A utilização da cirurgia robótica depende da arquitectura do cancro da garganta e pescoço do paciente, juntamente com o tipo e a extensão do tumor.
"O que sabemos desse estudo é que, para o cancro da laringe, temos uma outra ferramenta cirúrgica eficaz. Podemos ainda personalizar o tratamento do cancro para cada paciente e prestar cuidados individualizados", afirmou Olsen.

Fonte: Portal de Oncologia Português (POP)

Vídeo: Robô Empregada



Criado no Japão, este pode ser uma futura ajuda na lida de diversas tarefas domésticas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Notícia: Veículo ligeiro transformado em robot

O AtlasCar é, à primeira vista, um veículo ligeiro comum, mas a grande diferença é que pode funcionar sozinho, sem que seja necessário ter um condutor atrás do volante.
Transformado num robot, “tem capacidade de perceção e tomada de decisão”, foi desenvolvido por uma equipa da Universidade de Aveiro e tem no seu interior uma panóplia de computadores e adaptações tecnológicas que dispensam a condução tradicional.
É um veículo que está dotado de sensores e actuadores para fazer a segurança passiva, como alertas e avisos, e activa, no sentido de poder interferir na condução para impedir que os acidentes aconteçam", afirmou Vítor Santos,coordenador do projecto.
Quanto à possibilidade de transpor as ideias desenvolvidas para a indústria automóvel, Vítor Santos lembra que esta é bastante cautelosa.
Estas tecnologias não irão assim entrar todas ao mesmo tempo no mercado. Algumas já entraram, como os sistemas de detecção de colisão iminente, por exemplo, e podem travar um veículo.
O professor realça o atropelamento nas passadeiras como exemplo de uma área em que estas tecnologias podem ser introduzidas.
O docente estima que dentro de dois ou três anos a indústria automóvel começará a ter instrumentos legais para poder começar a colocar “muitas destas coisas na estrada”.

Fonte: Jornal i

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Notícia: Jovens portugueses no campeonato do mundo de robótica

Jovens inventores de robôs do Agrupamento de Escolas de São Gonçalo de Torres Vedras sagraram-se campeões nacionais de robótica e ficaram apurados para o campeonato do Mundo, a realizar na Turquia.
Com seis equipas a participar, o Agrupamento de Escolas arrecadou o primeiro lugar no escalão dos 15 aos 19 anos em futebol robótico e em busca e salvamento. Alcançaram também o segundo lugar, dos 8 aos 14 anos, na categoria de futebol robótico.
"Estes resultados são fruto do trabalho que desenvolvemos ao longo de todo o ano", disse o coordenador do clube de robótica do Agrupamento de Escolas.
O campeonato nacional decorreu no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, onde os participantes ficaram apurados para o campeonato do mundo, que se realiza este ano em Istambul, Turquia, entre os dias 5 e 11 de Julho.
Com idades diferentes, entre os 10 e os 15 anos, e a frequentar anos de escolaridade que vão desde o 5.º ao 9.º ano, estes jovens têm em comum o interesse pela construção e programação de robôs, um gosto a que estes jovens se dedicam fora do horário escolar e que para alguns começa a ser encarado como uma futura via profissional a seguir.

Fonte: Correio da Manhã


PS: Actualizamos também a Página Projecto no nosso blog.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AVISO: Férias da Páscoa

Mais uma vez vamos de férias! No entanto, prometemos voltar no 3º Período com mais notícias, sondagens e vídeos! 

Boas Férias!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Notícia: Politécnico de Castelo Branco desenvolve aplicação robótica para cirurgia ortopédica

O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), através da sua Escola Superior de Tecnologia (EST), está a desenvolver uma aplicação na área da robótica médica, para permitir aumentar a precisão de cirurgias na área da ortopedia.
Em declarações à Lusa, o coordenador do projecto e docente na EST, Paulo Gonçalves, explicou “que a aplicação promove a colaboração entre um robô e o cirurgião para aumentar a precisão de um procedimento cirúrgico para substituição da superfície da anca”.
Paulo Gonçalves adiantou que “a tecnologia a desenvolver tem a particularidade de poder ser aplicada a outros procedimentos cirúrgicos”, como no joelho. A equipa envolvida no projeto integra também o docente Pedro Torres e os bolseiros de investigação Nuno Catarino e Rui Carvalho.
O projeto, designado HIPROB, envolve, além da Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco, o Instituto Superior Técnico e vários especialistas em ortopedia. O projeto, que termina em 2013,conta com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

quinta-feira, 17 de março de 2011

Notícia: Robótica é já uma disciplina nas escolas do Rio de Janeiro.

Com o objectivo de actualizar os jovens com a ciência do novo século, os colégios tentam trazer para as salas a educação tecnológica. O Sistema Elite de Ensino, por exemplo, começou a implantar no ano passado aulas de iniciação à robótica. 
A proposta tem como base os temas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que são as referências de qualidade elaboradas pelo Ministério da Educação para os ensinos fundamental e médio. Esses tipos projectos possuem a finalidade de ampliar nas escolas o ensino da robótica, um ramo da informática que trata de sistemas compostos por partes mecânicas automáticas controladas por circuitos integrados.
(...)
Os jovens podem criar, por exemplo, mini-equipamentos, que simulem algo aprendido na teoria. Com a tecnologia é possível despertar o interesse pelos estudos, aumentando o potencial criativo através do desenvolvimento de projectos e resolução de problemas propostos durante as aulas.
Para estas aulas funcionarem, é utilizado um programa de computador fornecido pela empresa que comercializa o projecto para que motores e sensores possam entrar em acção. Durante os exercícios, os estudantes são divididos em equipas de quatro alunos, em que cada um é responsável por uma função no projecto.


Fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 10 de março de 2011

Inquérito Robótica - Favor Responder

Respondam a este inquérito, pois é essencial para a conclusão do nosso trabalho. O link está abaixo:


Obrigado!

Video: iARM



O iARM é um mecanismo desenvolvido especialmente para pessoas com restrições ou incapacidades físicas. Através deste robô, o seu controlador pode coordenar uma série de movimentos graças a um comando. Assim, a robótica permite a que pessoas com deficiências físicas realizar tantas funções como pessoas sem deficiências. 

Fonte: youtube.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

Notícia: Adeus aos condutores?!

A robótica e a inteligência artificial irão impulsionar o desenvolvimento de transportes inteligentes. Alguns destes avanços são já uma realidade. Estão, por exemplo, nos sistemas de cruise-control dos veículos automóveis e nos aviões não tripulados que fazem o reconhecimento de áreas inimigas e atacam alvos seleccionados. Nas próximas décadas, vão mudar radicalmente a forma como nos deslocamos. "Em 2050, teremos automóveis autónomos que nos levarão ao nosso destino pelo caminho com menos trânsito e de uma forma mais segura", assegura António Fernando Ribeiro. Iniciativas como a DARPA Grand Challenge - uma corrida automóvel para veículos autónomos - têm demonstrado resultados promissores, mas o grande desafio será, segundo Pedro Lima, investigador do IST e até este mês presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, "conseguir que estes veículos sejam legalizados". A tecnologia impulsionará também o desenvolvimento de transportes públicos e de veículos eléctricos autónomos, bem como a evolução dos sistemas aéreos não tripulados, usados para reconhecer zonas e transportar carga e até mesmo pessoas.
Na nova era robótica, nenhum domínio da nossa vida escapará. Os robôs tornar-se-ão os operários do futuro nas fábricas e nos armazéns. Assegurarão a vigilância de estabelecimentos e até de algumas ruas. Substituirão as empregadas domésticas e os soldados nos cenários de guerra. Serão os primeiros colonizadores do espaço e revelarão os segredos do fundo do mar. Farão isso e muito mais. O cenário apocalíptico de um mundo dominado por máquinas com vontade própria permanecerá na ficção científica. A autonomia dos robôs, admite Hélder Araújo, será sempre limitada quando estes tiverem de lidar com humanos. "Nestes casos, a última decisão será sempre do humano. Dadas as questões éticas, morais e legais, não é previsível que um robô militar, por exemplo, possa tomar a decisão de disparar ou de lançar uma bomba." Felizmente, algumas coisas não mudarão... 

Fonte: Jornal Expresso

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Notícia: Primeira maratona do mundo de robôs decorre no Japão

Está a decorrer em Osaka, no Japão, a primeira maratona do mundo em que competem robôs. A um ritmo lento mas constante, a prova deverá demorar quatro dias, em que as cinco máquinas bípedes percorrem 423 voltas de um percurso fechado.
Os concorrentes, que nos dão pelo joelho em altura, percorrem 26 milhas (cerca de 41,84 km) num percurso fechado, segundo a BBC.
Os operadores dos robôs podem mudar-lhes as baterias, mas se tombarem, só poderão continuar caso se consigam levantar sozinhos.
A corrida é organizada pelas autoridades locais e por uma empresa de robótica, que espera que no futuro a prova se torne num evento mundial.
A organização explica que não se espera que vença o robô mais rápido: deverá ganhar o concorrente que consiga aguentar mais «pedalada».  

Fonte: Diário Digital

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Notícia: Grupo criado no Porto vai exportar tecnologia robótica

A exportação de tecnologia na área da automação para mercados em forte expansão, como o Brasil, é um dos eixos da estratégia da maior unidade de robótica do Norte do país que foi formalmente constituída no Porto esta quarta-feira.
A fusão entre os grupos de robótica do INESC Porto e do ISEP partiu de um movimento de bases iniciado pelos próprios investigadores, cujos objectivos passam por optimizar recursos, incrementar massa crítica e sinergias e fortalecer a capacidade científica e tecnológica de ambas as instituições.
A partir de agora vai ser possível aumentar e melhorar as actividades de transferência e de comercialização de tecnologia portuguesa para mercados em forte expansão.
Mesmo no contexto nacional, esta Unidade de Robótica vai reunir novas competências necessárias para dar resposta às necessidades da economia do mar (segurança marítima, indústria naval, náutica de recreio e pesca, conservação e transformação do pescado) e para desenvolver I&D com aplicação nas tecnologias de produção automatizadas para o mercado dos equipamentos industriais.
É sobre estes três eixos que assenta a estratégia da nova Unidade de Robótica, que reúne 42 investigadores do INESC Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto) e do ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto).
Em declarações à Lusa, Vladimiro Miranda, director do INESC, congratulou-se com este exemplo de "união" que as duas instituições estão a dar ao país.

(...)
Na cerimónia de assinatura do acordo entre as duas entidades estiveram expostos vários projectos e protótipos na área da robótica. Entre eles, estava o "TRIMARES", um submarino robô capaz de inspeccionar estruturas de barragens e o assoreamento das bacias com grau de precisão na ordem dos centímetros e em tempo real.
Este submarino robô, de tecnologia INESC Porto, vai ser utilizado no primeiro trabalho conjunto de consultoria internacional que o novo grupo de robótica se prepara para executar no Brasil.

Fonte: Jornal de Notícias

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Notícia: Tecnologia robótica é nova arma para o tratamento do cancro da mama

Tecnologia robótica pode ser nova arma para o tratamento do cancro da mama. Investigadores da University of Texas Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos, iniciaram ensaio clínico para testar a eficácia do Accuray CyberKnife System, que oferece um melhor resultado estético, menos exposição à radiação e menor período de tratamento para as pacientes.
(...)
A tecnologia tem sido utilizada na universidade desde 1997, mas tinha sido apenas testada em tumores do cérebro e coluna vertebral.
Os protocolos actuais de radiação para tratar o cancro da mama podem ser longos e desconfortáveis. Esta  permite uma abordagem mais curta para tratar o cancro da mama de menor volume, chamada irradiação parcial da mama, mostrou-se promissora nos estudos clínicos. A abordagem mais comum de irradiação parcial da mama, a braquiterapia, requer um implante de cateter através de um procedimento cirúrgico. Outro método proporciona o tratamento com aparelhos de radioterapia convencional, mas pode levar a resultados estéticos menos agradáveis.

Como funciona?
Os pacientes que se preparam para tratamentos de radiação com CyberKnife têm marcadores de sementes de ouro, chamadas fiduciais, implantadas em todo o tecido mamário afectado. O sistema de imagem-guiada CyberKnife acompanha as fiduciais para entregar a radiação diretamente na área.
Em vez de sistemas de terapia de radiação padrão que exigem equipamentos pesados com capacidade de manobra e direção do feixe muito limitada, o CyberKnife usa um acelerador linear num braço robótico para focar diversos feixes de radiação com uma precisão milimétrica, deixando o tecido saudável ileso.
(...)
Participantes qualificados devem ter cancro da mama em estágio inicial localizado, devem ter passado por mastectomia e ter pelo menos 18 anos de idade.
Os pacientes serão avaliados nos próximos 10 anos para verificar se eles permanecem livres do cancro, avaliar potenciais mudanças cosméticas no peito e quaisquer efeitos imprevistos que podem surgir do tratamento de radiação.

Fonte: isaude.net

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Notíca: Crianças doentes vão à escola com ajuda de robôs

Robôs de telepresença começam a ficar populares e podem fazer com que crianças doentes, estejam elas em casa ou hospitalizadas, tenham o mesmo direito à educação que os menores saudáveis. Com a ajuda da tecnologia, as crianças doentes podem acompanhar as aulas de modo remoto.
No ano passado, a empresa americana Vgo Communications lançou um robô de telepresença que vem ajudando Lyndon Baty a assistir às aulas dentro de sua casa. Lyndon sofre de uma doença nos rins e tem o seu sistema imunitário comprometido, exigindo que ele fique em casa.
Na Rússia, algo parecido já acontece há alguns anos. O robô russo, chamado de R.BOT 100, foi desenvolvido pelo laboratório 3Detection, de Moscovo, e tem ajudado Stepan Supin de 12 anos. Por causa de uma leucemia, ele não consegue ir à escola. Stepan acompanha as aulas com a ajuda do R.BOT. O menino pode movimentar o robô conforme sua necessidade. Ele pode olhar para os lados por meio de uma webcam e todas as informações são transmitidas via internet.
É claro que isso tudo tem um custo e a tecnologia acaba se restringindo a uma parcela da população. O R.BOT vale 3 mil dólares, enquanto o robô americano custa perto de 6 mil dólares.

Fonte: terra.com.br

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vídeo: Robô Violonista


Apesar de o vídeo ser de 2007, mostra os projectos para aumentar significativamente o uso de robôs em infraestruturas como hospitais, fábricas e casas usando como exemplo um robô violinista criado pela Toyota.
Se isto é possível em 2007, o que nos esperará 2011?

Fonte: Youtube

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Notícia: Mão robótica que absorve alto impacto.

Cientistas do Instituto de Robótica e Mecatrónica do Centro de Espaço Aéreo Alemão criaram uma mão robótica capaz de aguentar pancadas de alto impacto, segundo os seus criadores. O que diferencia a peça é a capacidade de controlar a rigidez do movimento, favorecendo a absorção dos choques.
A mão DLR, como foi baptizada, possui tamanho médio e formato de um homem, com cinco dedos articulados e uma rede de 38 tendões, cada um com o seu próprio sistema de movimento. Estes sistemas controlam a rigidez com que os dedos fecham e abrem, fazendo com que ele absorva os choques de maneira mais eficaz.
O desenvolvimento de uma única mão custou cerca de US$ 135 mil. Segundo o site Huffington post, o próximo passo é construir um robô com duas mãos deste tipo.

Fonte: tecnologia.terra.com.br

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vídeo: O Robô Mais Avançado do Mundo



Desenvolvido pelos engenheiros da Honda, este vídeo exibe a actual capacidade de simulação de uma máquina.

Fonte: http://www.youtube.com/

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Notícia: Robótica Evolucionária.


A robótica evolucionária, utiliza algoritmos genéticos ou evolucionários, para encontrar a forma mais eficiente de resolver um problema - neste caso, como um robô pode andar de forma mais eficiente.
Estes robôs são capazes de evoluir a própria forma e aprenderam a andar mais rapidamente do que os robôs com forma fixa. Quando estes robôs atingem uma forma "definitiva", considerada eficiente pelos investigadores, os robôs  desenvolveram um "corpo" mais robusto, que lhes dá maior equilíbrio - isto foi confirmado quando foi tentando derrubar os robôs com um varinha enquanto eles andavam: os robôs evolucionários são muito mais difíceis de derrubar.
O grande avanço nesta pesquisa é que o robô não aprende simplesmente a movimentar os seus membros, ele tem a liberdade para redesenhar o formato do próprio corpo.
Os cientistas realizaram diversas simulações, com as suas criaturas simplificadas, partindo de situações nas quais algumas lembravam cobras com pernas, outras se pareciam mais com lagartixas, com as pernas estendidas, enquanto outras já partiam do desenho tradicional de um animal de pé sobre as quatro patas.
Deixando os algoritmos genéticos "rodarem" à exaustão, os cientistas verificaram que os robôs primeiro resolvem o problema básico de andar e, só depois, passam a aprimorar o modo de andar, tornando-o mais elegante e eficiente.
"Estamos a copiar a natureza, nós estamos a copiar a evolução, nós estamos a copiar a ciência neural           enquanto construímos cérebros artificiais para esses robôs," diz o investigador.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Notícia: Robótica 2011 em Lisboa

Robotizando - Robótica 2011 em LisboaRobótica 2011 - 11º Festival Nacional de Robótica, terá lugar em Lisboa, nas instalações do Instituto Superior Técnico, de 6 a 10 de Abril de 2011, e será integrado nas Comemorações do Centenário do IST.

A exemplo de edições anteriores , o Festival reunirá centenas de participantes do ensino básico, secundário e superior, funcionando simultaneamente como uma montra de tecnologia (é aberto ao público) e  como promoção de actividades de investigação e educativas na área da Robótica em Portugal.

O Robótica 2011 é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Robótica , com o apoio do Ciência Viva, RoboCup Federation e IEEE Robotics and Automation Society. 

Fonte: Jornal Expresso

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vídeo: Al-JAzari, o génio da robótica Antiga.


Este filme mostra a obra mais marcante do arquitecto, matemático, astrólogo, inventor e artista da Antiguidade, Abū al-'Iz Ibn Ismā'īl ibn al-Razāz al-Jazarī (1136–1206).
A máquina mostrada neste vídeo, o Relógio do Elefante, é de um engenho bastante complexo em que se utilizam diversos processos relacionados com a água, era dotado de uma enorme precisão e engenho que ainda agora é considerado uma obra que fascina muitos. Este relógio foi o primeiro no mundo a incorporar máquinas autónomas.
Este vídeo é um excelente exemplo de que a robótica não é algo tão recente como era pensado, esta já provém da Antiguidade e é dela que derivam muitos engenhos e mecanismos dos nossos dias.

Fonte: youtube.com

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Notícia: Crescimento da Robótica no Japão


O Japão tem mantido por muito tempo uma fascinação com robôs e a sua aplicação na vida diária. O país continua na vanguarda da indústria de robótica, em grande parte, devido a milhões de ienes no governo e o investimento do sector. Quase todos os dias há notícias de novos autómatos que foram lançados e novidades no sector.
De todos os países desenvolvidos, o Japão detém o recorde de ter os robôs mais avançados do sector industrial. As empresas japonesas continuam a deter um monopólio na produção de robôs industriais utilizados em fábricas ao redor do mundo. Realistas robôs humanóides, agora capazes de cantar, dançar e actuar servem como exemplos luminosos de proezas tecnológicas do Japão. Robôs à disposição do público estão cada vez mais capazes de fazer tarefas comuns em casa e no escritório. Alguns até possuem a capacidade de cumprir tarefas como assistentes, recepcionista e os protótipos projectados para cuidar de idosos e deficientes físicos têm mostrado resultados interessantes. O Japão está a chegar cada vez mais perto de atingir metas que só existiam na ficção científica.

A grande polémica é: se há desemprego, por que investir em robôs?
Este é o maior dilema que os fabricantes encontram. Em algumas indústrias, os robôs podem assumir os postos de dez pessoas ou mais. Por maior que sejam os benefícios para os fabricantes no Japão, deve perguntar-se: “Onde estão essas pessoas a trabalhar?” Menos de um terço de todos os japoneses completam o ensino superior, e a eliminação desses empregos da classe operária deixa  todos com menos oportunidades de emprego estável e o aumento da concorrência sobre as posições de trabalho aumenta. Obviamente não é o cenário ideal.

A questão, no entanto, permanece: qual é a força motriz por trás caso de amor do Japão com os robôs?
A resposta é uma resposta em três vertentes: economia, história e sociedade.
Historicamente, os japoneses sempre foram apaixonados por robôs. Xintoísmo, a religião nativa do Japão, mantém a crença de “espíritos vivos” em objectos inanimados. Pode-se dizer que essa filosofia contribuiu para a popularidade selvagem de marionetas no Japão do século 17, que foram precursores da robótica moderna. Apesar de o Japão mudar muito ao longo dos últimos 300 anos, o seu amor para a robótica tem sido inflexível.
Isso não quer dizer, porém, que o amor do Japão de robôs tenha simplesmente um significado histórico, longe disso. Confrontado com as consequências de um envelhecimento da população activa, o Japão colocou suas apostas nos robôs como solução para seus problemas económicos. É difícil argumentar contra a precisão efectividade, custo e produtividade do trabalho do robô que, ao contrário das suas contrapartes humanas, não se engana e não têm dúvidas sobre salários, pensões, benefícios ou horários de trabalho. Em combinação com o iene forte, uma política de imigração restritiva e pena de vinte anos de estagnação económica, a mudança para os trabalhadores robô industrial japonesa tem salvado milhões de empresas em custos de produção e de trabalho.
E isso é apenas a ponta do iceberg. O envelhecimento do país levou a um aumento da demanda por trabalhadores em saúde e enfermagem – papéis que muitos imigrantes no Japão não querem exercer – que podem ser preenchidos por robôs. Um dos exemplos mais recentes é um robô fabricado pela Panasonic capaz de lavar o cabelo de idosos. Vários protótipos de exoesqueleto robótico continuam a ser testados, destinados a aumentar a força física e mobilidade dos idosos.

Como isso vai afectar todos os futuros do Japão?
A menos que juntamente com uma mudança no seu sistema de imigração ou num aumento na taxa de natalidade, os robôs irão trazer benefícios a curto e médio prazo para a sociedade japonesa. Não há como negar os benefícios de um trabalhador que não se queixam ou uma dona de casa que cumpre as suas funções devidamente. É preciso perceber, entretanto, que os robôs não são auto-evolutivos. Sem a combinação de inovação e habilidade da engenharia humana encontrada em jovens, o progresso da indústria japonesa de robótica vai estagnar (como a economia). O país conseguiu manter sua liderança até o momento sobre os líderes da indústria nos países concorrentes.
Fica então a pergunta para as futuras gerações: Qual o caminho certo a se tomar, levando em consideração progresso, economia, respeito ao trabalhador e situação sócio-económica?

Fonte: atualidade.portalmie.com